“Renato Russo: O Filho da Revolução” faz uso dos já conhecidos “floreios” para transcrever alguns fatos e omitir o deslancho de outros, como a homossexualidade do cantor, seus problemas com drogas e álcool e o nascimento do filho, por exemplo, fazendo do biografado um indivíduo cheio de virtudes, criado em uma família perfeita, seguro de si, absoluto na resolução de situações vexatórias e assim por diante. Não obstante, essas pequenas “licenças poéticas” não diminuem em nada a exatidão do texto, as informações adicionais pré-Legião, o período frutífero com o Aborto Elétrico e a rebeldia e pioneirismo da juventude brasiliense na cena punk rock brasileira. Destaque para a contextualização histórica de cada capítulo, trazendo à tona os sonhos de JK para a capital do futuro, os traumáticos anos de ditadura militar, o lento e reumático processo de abertura política/social e cultural.

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